Arquivo | novembro, 2011

Feira para mamães e bebês no Riocentro

23 nov

Com artigos variados e bom preço, feira promete agradar a todos os bolsos

Por Larissa D`Almeida

A edição da Feira Mega Gestante e Bebê, que acontece no Riocentro, começou neste feriado de 15 de novembro e vai até o domingo, dia 20. Com entrada gratuita e expositores de todo o Brasil, a feira, que é bimestral, traz neste mês as últimas novidades em decoração, tendências e grande variedade de preço.

Logo na entrada, os visitantes recebem cupons para participarem de um sorteio especial chamado “O quarto dos sonhos”, que entregava ao ganhador toda a mobília para o quarto do bebê.  Além disso, a decoração do corredor de entrada incentivou as fotografias em família.

Cupons para o sorteio do "Quarto dos Sonhos"

A foto com Papai Noel não pode faltar

Entrada decorada para inspirar as festinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novidades e tendências

O marrom e o bege são a grande vedete do momento. As duas cores estavam em quase todos os artigos combinados ao rosa – para as meninas – e ao azul ou verde – para os meninos. De acordo com uma das expositoras da feira, os itens nesses tons precisaram de reposição. _ “Tivemos muita saída. Precisamos pedir mais produtos por que a aceitação do bege e marrom foi muito boa” _ Explica dona Ilza do estande Vovó Branca.

Os ursinhos ainda mantêm o seu reinado, mas outros bichinhos como corujas e ovelhas disputam a preferência dos pais na hora de decorar o quarto dos filhos.

Corujas e ovelhas na briga pelo pódio

 

O conforto da almofada anatômica por R$180,00 reais

Para a gestante, a novidade é a almofada anatômica para amamentação que facilita na hora de alimentar o bebê. Desenvolvida por uma pediatra e neonatologista, a almofada mantêm a coluna da gestante corretamente posicionada, alivia o cansaço da mãe e acomoda o bebê com bastante conforto.

 

Serviços e infra-estrutura

O evento se preparou para receber os visitantes. Com fraldário, farmácia, praça para descanso dos papais, banheiros limpos, guarda-volumes, praça de alimentação e posto médico à disposição de quem circulasse pela feira. A única reclamação foi a falta de variedade nos caixas eletrônicos que só atendiam a duas redes bancárias. Segundo Hugo Brandão – que aguarda a chegada do primeiro filho – faltaram os bancos 24hs que oferecem serviços de diversos bancos. Outra reclamação foi a de que os quiosques da praça de alimentação só aceitavam dinheiro como forma de pagamento.

 

Lucro certo a preços baixos

Para os expositores a feira é só comemoração. Com preços mais competitivos, possibilidade de negociação nos pagamentos à vista, maior parcelamento, grande variedade de produtos e serviços e corredores cheios de pessoas durante todo o dia, os comerciantes tem na feira uma grande oportunidade de ver seus lucros aumentarem. Alguns comparam o volume de vendas entre os estados onde a feira acontece e garantem: as cariocas compram mais.

Para aproveitar os descontos e otimizar as compras é importante planejamento. Quem leva dinheiro consegue melhor preço. Kits com três bolsas para bebê saem por R$100,00 pagando à vista. Já no cartão de crédito, o mesmo produto sairia a R$150,00.

Os itens variam de preço. É possível, por exemplo, encontrar berços de R$300,00 à R$3.000,00.

Além de berços, há diversos produtos e serviços como álbum de fotografias, moda gestante, babá eletrônica, milhares de roupinhas e kits para maternidade, entre outros.

Descontos de até 30% nos pagamentos à vista

Um das muitas opções de decoração

– Quem vier deve estar preparado para andar, por que há muita variedade e tem que pesquisar preços. – Diz Lorena Marques, que espera o nascimento de Théo para abril.

Para quem perder esta edição, a próxima feira será em fevereiro de 2012, oferecendo produtos e serviços para marinheiras de todas as viagens.

Aventura em Guiné Bissau

16 nov

Arlindo e Sueli contam como é fazer missões na África

Por Larissa D`Almeida

LARISSA D`ALMEIDA: Como vocês sentiram o chamado de Deus para este ministério?

SUELI: Eu estava no terceiro e penúltimo ano do seminário quando recebemos uma carta com um apelo de Guiné-Bissau para o Instituto Bíblico. Por causa da guerra que tinha acontecido, se não chegassem professores lá urgentemente o seminário iria permanecer fechado. Com a Guerra Civil que aconteceu em 1998, os missionários que estavam lá voltaram para as suas terras, então o seminário fechou. Eu já tinha chamado transcultural para a África e estava naquele período de oração quando chegou esse apelo. Eu senti no meu coração, da parte de Deus, de atender esse chamado para Guiné-Bissau.

LD: Há quanto tempo vocês estão no campo missionário?

SUELI: Seis anos e meio. Nós fomos para lá em janeiro de 2002.

LD: No que consiste o trabalho de vocês em Guiné-Bissau?

SUELI: Consiste, basicamente, no treinamento de líderes nativos, ou seja, líderes guineenses. Nós treinamos pastores, futuros pastores, missionários, obreiros em geral. Além disso, de acordo com a necessidade do campo, desenvolvemos um trabalho também na área social. Como eu sou enfermeira, nós fundamos uma clínica dentro do Instituto, na região onde moramos. Não havia nenhum trabalho nesse sentido e hoje a clínica atende às 36 aldeias que estão ao redor. Também fundamos uma escola com ensino normal e bíblico que vai do jardim até a décima classe. Entendemos que é uma grande e eficaz estratégia de evangelização.

LD: Vocês tiveram o apoio da família para isso?

SUELI: Sim. Tivemos um apoio moral por parte da família. A minha família, graças à Deus é toda cristã. Claro que sentimos aquele aperto no coração de nos separarmos; mas eles nos deram, nos doaram para a obra de Deus.

LD: Como vocês se conheceram?

SUELI: Foi no seminário. Nós éramos da mesma turma, sendo que eu era aluna externa, ou seja, não vivia no seminário por morar na mesma cidade onde estava a sede. Já o Arlindo, por ter vindo de outro país, era aluno interno. No quarto e último ano, como eu tinha que fazer monografia, fui morar no seminário, me tornando aluna interna. Há um tempo atrás, quando ainda estava no segundo ano, fui noiva de outro rapaz. Estava com tudo preparado para casar, mas terminamos. Então, no período em que me mudei para o seminário, já solteira, conheci o Arlindo, esse negão maravilhoso!

LD: Podem citar alguma experiência marcante desses anos de ministério?

ARLINDO: Quando fomos escolhidos para sermos diretores do Instituto Bíblico em Guiné-Bissau.  Eu nunca liderei nada desse tipo e foi uma coisa que Deus fez e marcou minha vida. Havia pessoas no momento que poderiam assumir o cargo, mas Deus quis nos escolher! Fizeram a eleição e todas as pessoas presentes foram unânimes ao escolherem a mim e a Sueli como os novos diretores. Foi algo que mexeu muito com a minha vida.

LD: Como foi a sua conversão?

ARLINDO: A minha conversão é uma história longa, mas eu vou resumir. Os meus pais não são cristãos, eles adoram imagens e são muito envolvidos com a magia negra. Eu cresci nesse meio. Na minha juventude encontrei Jesus através de um missionário que saiu da Holanda e foi morar perto da nossa aldeia em Guiné-Bissau. Ele levou aquele filme famoso sobre Jesus e desse modo eu me rendi ao Salvador.

Desafios e superação

LD: Qual a maior dificuldade enfrentada em Guiné-Bissau?

ARLINDO: Eu fiquei um pouco chocado na primeira vez em que voltei. Quando eu saí de lá as coisas estavam caminhando para melhor, mas houve a guerra de 1998 e o país estacionou. Ao chegarmos lá, a maior dificuldade foi a adaptação da Sueli e a questão da transferência do dinheiro do Brasil para Guiné-Bissau, tendo como principal barreira a falta de infra-estrutura na cidade para recebermos os recursos. Os desafios financeiros foram muito marcantes em nossas vidas. Passávamos alguns dias sem ter nada, recorrendo a amigos e irmãos. Aqueles primeiros momentos foram muito difíceis, principalmente para a Sueli, que estava indo pela primeira vez e se deparando com a realidade de pobreza e escassez. Essas experiências marcaram nossas vidas.

LD: Como é a recepção do evangelho em Guiné-Bissau?

SUELI: As pessoas recebem bem quando se fala do Evangelho, mas ainda são resistentes quando se trata de aceitarem a Jesus como Senhor. Principalmente entre os muçulmanos, é muito difícil. Eles ouvem e até sentam para tomar um chá com você, mas ainda há dureza no coração.

LD: Vocês têm planos de voltar ao Brasil?

SUELI: Quando Deus quiser! (risos)

LD: Quais são os planos para o futuro em Guiné-Bissau?

ARLINDO: Planos, temos muitos. Principalmente no trabalho com o Instituto Bíblico e as construções que estamos querendo fazer: a estrada, os cursos, melhorar a escola e tantos outros. Temos projetos em todos os sentidos, principalmente na área social, de saúde e educação. Estamos precisando exatamente de ajuda de algumas pessoas, professores para as escolas, médicos e enfermeiras para a clínica enfim, irmãos para ajudar a implantar igrejas… Muitas coisas temos a realizar em Guiné-Bissau!

LD: Qual é o maior orgulho de vocês como missionários?

SUELI: É difícil… Conseguir ter um bom relacionamento com o povo.

LD: Cremos que uma dúvida de muitos jovens que estão na faixa dos seus vinte e poucos anos, fazendo faculdade ou sonhando em fazer faculdade é como equilibrar ministério e realização profissional. Vocês sonharam em fazer faculdade, sonharam com uma carreira profissional? Se sonharam, como foi abrir mão disso e abraçar o ministério?

SUELI: Eu sempre fui de estudar muito. Fiz o vestibular com dezessete anos e passei já de primeira. Eu sei que isso já foi milagre de Deus na minha vida (risos). Então, quando eu me converti aos dezesseis anos de idade Deus já me chamou para o ministério, já colocou aquela consciência missionária transcultural na minha vida. Eu tinha muita certeza disso. Fiz faculdade primeiro e depois fui para o seminário. Quando eu terminei a faculdade, 20 dias depois eu já estava no seminário. Foi tudo muito rápido, muito maluco! Todos na faculdade sabiam do meu chamado, sabiam que eu estava ali não para ganhar dinheiro ou fazer carreira, nada disso. Era para eu ter mais possibilidades de trabalhar para Deus. Porém, sempre tem aquele momento em que você pensa em você, não é? E, para falar a verdade, quando eu terminei a faculdade e o seminário, ainda tentei uma carreira: fiz concurso. É o lado humano… A direção de Deus não era essa e Ele me deu vários “nãos”. Em diversas situações Ele me respondia, até mesmo através de incrédulos, que me faziam perguntas do tipo: “Mas, o que a Sueli quer afinal? Não é servir a Deus? Então, porque que ela está tentando algumas portas?” Com isso eu entendi que Deus estava me chamando atenção. Nunca tive dúvidas do meu chamado, mas na hora H, na hora de entrar no fogo, às vezes a sua humanidade ainda quer falar. Mas, o que eu digo para essa juventude de hoje que quer tentar uma carreira, saibam que, na verdade, é difícil abrir mão disso tudo. Quando eu saí da minha casa, olhava o prédio em que morava, todo bem servido, com piscina, de frente para a praia, maravilhoso. Eu não fui para missões porque não tinha outra opção, porque estava decepcionada, frustrada, ou porque achava que minha vida tinha acabado, nada disso. Eu fui para missões porque eu tenho consciência de que é o lugar onde Deus me quer, entende? Isso é o que me sustenta. É a convicção do chamado. Você tem que perder muita coisa? Tem sim. Mas é isso, missões é isso. É perder para que outros possam ganhar. Foi isso que Jesus fez conosco, Ele perdeu para que a gente pudesse ganhar. Perdeu a vida Dele para que a gente pudesse ter vida.

LD: Que conselhos vocês dariam aos jovens que aspiram missões?

SUELI: Permaneçam firmes. Olhando para aquilo que Deus falou ao seu coração, aquilo que Deus tem dirigido você! Agarre firme nessa certeza, não largue. Não haverá mais nada que vá sustentá-lo no campo missionário. Antes mesmo de sair para o campo, apóie-se na graça de Deus e naquela convicção que você tem que foi Deus quem te chamou, porque, volta a dizer, não vai ter outra coisa que vai segurar um missionário no campo, nada mais. Mesmo que tenha suporte financeiro, mesmo que tenha todo o apoio e todo recurso, mas o que vai sustentar e mantê-lo é essa convicção do chamado de Deus e essa confiança que Ele é fiel.

(Entrevista feita aos missionários Arlindo e Sueli Baro, na Igreja A.D. Missão Vida em Colégio.)

Semana de Comunicação FPG

9 nov
 

Semana de Comunicação agita Pinheiro

Alunos realizam evento que inclui homenagem a Luiz Mendes

Por Larissa D`Almeida

O evento anual organizado pelos alunos e professores da Faculdade Pinheiro Guimarães, entre os dias 25 e 27 de outubro, contou com a presença de Roberto Falcão, entre outros profissionais do jornalismo, trazendo temas atuais do mercado. A Semana de Comunicação FPG também premiou matérias produzidas pelos estudantes no 2° Prêmio de Telejornalismo.

No primeiro dia do evento, o professor Paulo Garritano apresentou o 2º Premio FPG de Telejornalismo, premiando as melhores reportagens do 2º semestre de 2010 e 1º semestre de 2011. As matérias concorrentes foram avaliadas pelo público, convidados e alunos selecionados. A grande vencedora da noite foi Diana Rogers com a matéria “21 anos”.

O início das palestras, no dia 26, contou com a presença de Roberto Falcão, jornalista e assessor da Approuch. No centro acadêmico, o professor Flávio Nehrer recebeu o convidado, que falou sobre planejamento de eventos esportivos e mercado de trabalho. Roberto frisou diversas vezes a importância, para o profissional de jornalismo, de conhecer um outro idioma, especialmente o Inglês.

"Quanto mais você atrasa, mais gasta." Sobre as obras para a Copa

O encerramento do evento, no dia 27, foi com palestra do jornalista Jorge Luiz Rodrigues, editor assistente de esportes de O Globo e um dos titulares da coluna Panorama Esportivo. Jorge Luiz falou sobre a organização de grandes eventos como a Copa e Olimpíadas, contou experiências e curiosidades de coberturas feitas durante o Mundial da África do Sul e suas expectativas para o Brasil, além de responder perguntas dos alunos.

Repórter da Globo News

Outra presença no final da Semana de Comunicação foi a de Luiza Zveiter, repórter do Estúdio i, programa da Globo News comandado por Maria Beltrão. Matérias informais, sem pauta e apoiadas no improviso são a especialidade da repórter. No fim da palestra, houve sorteio de livros e brindes. Muitos alunos de vários períodos estiveram presentes e fizeram breve homenagem ao radialista Luiz Mendes, que faleceu neste dia 27 de outubro de 2011.

Perfil de Daniel Ranquino

9 nov

 Daniel Ranquino – Perfil
 
 
Chamado como Samuel
Um grande chamado não vê barreiras.
Nascido em berço evangélico, ainda criança, como Samuel, ouviu a voz de Deus o chamando para o ministério. Aos sete anos compôs a primeira canção.
Um dia, já adolescente, o ministro de louvor de sua igreja não pôde cantar e pediu que Daniel o substituísse. Sentiu fortemente a confirmação de seu ministério e o arder da chama do Espírito que já o motivava. Com dezesseis anos assume a liderança do ministério de louvor por um ano, e aprende a servir a Deus no templo, como aprendeu Samuel.
 
Sonhos de José
Os sonhos permeavam a cabeça de um jovem idealista. Tal qual José, que enfrentaria poços e zombarias, Daniel recebeu em seu coração os projetos de Deus para sua vida.
Nesse período, mudou-se para a igreja Apascentar de Nova Iguaçu, onde fez testes vocais com Davi Sacer – que fazia uma seleção para a gravação de um CD – e não passou. Algumas pessoas que assistiam a audição fizeram piadas, mas quem se importa com desprezo quando se têm sonhos?
Tempos depois, conheceu a Assembléia de Deus Missão Vida, e a convite da liderança, ajudava o ministério de louvor tocando bateria. No caminho pedregoso de um sonhador nem tudo são flores. Alimentando o sonho de gravar seu próprio CD, Daniel formou uma banda chamada MV7 que, apesar do investimento financeiro, não deu certo.
Além disso, após dois cursos universitários não concluídos, encontrou sua vocação na Produção Fonográfica, profissão em que se formou em 2004. Seu trabalho de conclusão de curso foram gravações de suas composições. Amargou mais um fracasso. Maturidade e experiência viriam com o tempo e, como José, ele estava aprendendo.
Muitos gastos, nenhum retorno. Nessa época era normal juntar todo dinheiro, trabalhar muito, e investir sempre. Enquanto os outros se divertiam, Daniel dedicava tempo e recursos ao seu ideal de vida e ministério.
Para ajudar o filho, D. Regina, mãe de Daniel, investiu em um novo projeto todo o dinheiro que recebeu de uma pequena herança. O CD, que se chamaria Transparente, nunca chegou a ser lançado.
 
 
Crises de Elias
Quando se tem uma visão, um propósito, é difícil abandoná-lo facilmente. Mas, longas batalhas cansaram até os profetas. Mesmo conhecendo a voz de Deus e sabendo do plano Dele em sua vida, os momentos de dúvidas e questionamentos apareceram por volta dos 28 anos. Sem exercer a profissão em que se formara, após projetos que deram errado, sem dinheiro, além de pressões externas e internas pelo passar dos anos – essas eram as circunstâncias que o cercavam. Apesar disso, a caverna não se tornou um estado de espírito, e Deus o anima e o confirma por três vezes.
 
 
Inspiração de Asafe
Surge a idéia de um novo CD, Frutos no Deserto, com composições próprias que contam sua trajetória, seus sonhos e como não desistir deles. Em 2006 começa a reunir profissionais para o início das gravações e o pagamento era em forma de computadores completos, além de alguns anos sem férias no trabalho. Com as gravações quase prontas, faltou dinheiro para concluir. Nesse momento, Daniel repensa seu trabalho e Deus o inspira. Como Asafe compondo seus salmos, sete novas canções foram feitas e substituíram as anteriores. Os recursos que faltaram antes foram chegando, através da ajuda da família e de irmãos, Frutos no Deserto reuniu os melhores músicos da atualidade e foi gravado em um estúdio por onde já passaram grandes nomes da musica gospel brasileira.
 
 
 
Promessas de Abraão
As palavras proféticas que recebeu ao longo dos anos e a maneira como Deus também se manifestava diretamente a ele, o encorajaram a “sair da sua terra e ir para um lugar que o Senhor ainda o mostraria”. E assim ele tem feito, saindo de sua zona de conforto para lutar pelos sonhos plantados em seu coração.
Ainda adolescente ouviu a voz de Deus em seu quarto após um longo período de oração. No encontro que o levou às lágrimas, Deus dizia que, através dele, faria
grandes coisas.
Na juventude, após ministrar o louvor em uma igreja que visitava, um irmão, profeticamente, repetiu as mesmas palavras: “Deus fará grandes coisas em sua vida”.
Adulto, em uma reunião de oração, Deus o lembra, através de uma mulher que profetizava, as palavras da promessa que o animava. Essas três manifestações do propósito de Deus para a vida dele o marcaram muito pela confirmação do Espírito Santo em seu coração.
Paralelamente à realização do CD, Daniel desenvolve trabalhos de evangelismo no metrô, com música e pregação da Palavra fora dos muros da Igreja, e coordena o Ministério Missionário Por Amor, que atua com evangelismo urbano.
Apesar das dificuldades, Abraão viu alguma coisa que ninguém viu. Enxergar a Terra Prometida a quilômetros de distância é privilégio de quem ouviu a voz de Deus e creu.  
 
“Eu creio que Deus sempre me surpreende, eu acho que é isso que Deus tem preparado para nossas vidas, entendeu?” Entendemos.
 
Assim como ao velho patriarca, Deus chamou esse jovem sonhador para sair de sua tenda e olhar para o céu. Abraão não ficou desapontado.
 
Por isso, Daniel,
Conte as estrelas, se puder…
 
 
 
Rio, 4 de novembro de 2011 – Por Larissa D`Almeida para o site oficial http://www.danielranquino.com

Flordelis: conversa franca

9 nov

Flordelis – Basta uma palavra para mudar

“Evangelismo na Madrugada” era o nome de batismo de seu projeto-piloto, que consistia em conversar com jovens viciados em drogas pelas madrugadas do Rio de Janeiro. A responsável pela idéia atende pelo nome de Flordelis, hoje conhecido em todo Brasil graças à grande repercussão de seu trabalho de recuperação dos envolvidos com o tráfico. O segundo passo, foi o início de uma série de adoções, especialmente de adolescentes e crianças abandonados em uma das maiores estações de trem do país, a Central do Brasil. Após o resgate de uma menina em um lixão, as portas de sua casa se abriram para inúmeras crianças que buscaram refúgio e segurança. Assim nascia a família Flordelis.
Sua história, desafios com a justiça, as adoções, fugas e conquistas, é contada em um filme que teve a participação de artistas consagrados. No Festival do Rio, no Cine Odeon, arranca aplausos da platéia com a frase que representa bem sua vida e sentimento: “Essas crianças não são estatísticas, são meus filhos.”

Larissa D`Almeida: Como começou seu ministério de louvor?
Flordelis: Quando ainda era pequena, vivia num lar cristão e meu pai montou um conjunto evangélico e colocou o nome de Angelical; a partir daí eu comecei a viajar com esse conjunto. Só parei aos 15 anos quando houve um acidente na Via Dutra e morreram quatro componentes da banda, sobrevivendo apenas três. Esse acidente foi noticiado em todo o Rio de Janeiro e Brasil. Então eu parei. Durante esse tempo, fazíamos o evangelismo nas madrugadas, nas favelas, me casei, tivemos nosso filhos e então, voltei a cantar.

LD: Quem compõe as músicas que você canta?
FL: São amigos como Fabiano Barcelos, Anderson Fontes, Anderson Freire, Vânia Santos. São amigos que o Senhor vai levantando.

LD: No passado você sonhava que um dia estaria lançando um CD?
FL: Sonhar a gente sonha, né? Difícil é a gente acreditar que vai acontecer, mesmo tendo um Deus grande e poderoso. Eu morava numa favela e a gente olha a nossa volta e não há muitos recursos. A gravação de um CD é uma coisa que até hoje é muito cara, até mesmo numa gravadora grande como a MK Music. Eu sempre sonhei, sempre pedi a Deus que um dia fizesse isso na minha vida, mas eu olhava com olhar humano e, de verdade, não enxergava que as coisas iriam acontecer desta forma.

Recebendo o disco de ouro pelo CD Fogo e Unção

LD: Quais foram são seus maiores incentivadores?
FL: Meus maiores incentivadores, além da minha mãe, que sempre motivou meu ministério, são meu marido e a minha filha mais velha Simone. Eles sempre foram meus maiores incentivadores.

LD: Quais são as suas referências musicais?
FL: São tantas referências musicais que eu tenho ao longo dos anos, até porque são muitos anos de caminhada. Mas, a minha referência atual é alguém que eu aprendi a amar, uma pessoa super simples e humilde em quem eu tenho visto Deus. É a Bruna Carla.

LD: Algum dos seus filhos também tem ministério de louvor?
FL: Eu tenho filhos que hoje estão cantando, mas também tenho outros que tocam instrumentos, como teclado e violino e tenho filhos que tem o sonho de serem pastores, seguindo o meu exemplo. Isso é muito bom, porque hoje sou referência para eles.

LD: Como foi o seu encontro com seu esposo?
FL: Quando nos casamos, eu já tinha 5 adolescentes morando comigo. Eu vim de um casamento que não deu certo porque meu ex-marido não gostava do trabalho que eu fazia na favela. Eu sempre gostei de desafios.
O pastor Anderson veio com um grupo de jovens que foi fazer evangelismo na madrugada junto comigo e eu não via que isso um dia pudesse acontecer, que pudéssemos nos apaixonar e nos casar. Éramos pessoas muito diferentes, apesar do nosso gosto em fazer a obra. Um belo dia ele resolveu me pedir em casamento! Ele já me conheceu no evangelismo na madrugada, nas minhas maluquices como chama até hoje. Ele fala que eu tenho dois parafusos a menos. (risos)
Eu nunca orei por isso, porque não pensava em me casar novamente e, acredito, sobre a questão do casamento, que Deus abençoa a nossa escolha, pois Deus não é santo casamenteiro. Conheço muitos casamentos que aconteceram por profetas e que não deram certo, são cheios de crises e problemas. O meu não teve profecia ou revelação, nem visão; simplesmente nos conhecemos, fizemos a obra, nos apaixonamos, nos casamos e nos damos super bem. Temos crises como em todo casamento, mas temos algo que muita gente não tem: somos amigos de verdade, nós nos completamos de verdade.

Flordelis e o marido Anderson

Deus abençoa a nossa escolha. Se fosse somente a escolha de Deus não precisaria o tempo do namoro e do noivado. Você conheceria hoje e poderia se casar amanhã que daria certo. Não é assim. O namoro e noivado é para que se conheça a pessoa e não case com ela no escuro. Se for sem vergonha, Deus mostra! Nesse momento entra o agir de Deus; quando você conhece um pilantra que está com capa dentro da igreja, no período do namoro e do noivado Deus tira a capa para que você veja. Mas, se você insistir em casar, vai pagar o preço. O namoro e o noivado é tempo de Deus para mostrar se a pessoa presta ou não para você.

LD: O filme que você fez teve a participação de muitos atores conhecidos. De que maneira esse trabalho beneficiou diretamente o seu ministério?
FL: Agora, depois de dois anos, estamos tendo retorno financeiro com a venda dos DVD`s. Nós não víamos retorno financeiro algum porque o filme teve custos para ser feito. Foi uma produção independente e os atores vieram voluntariamente, não cobraram nada. O mais caro para fazer um filme é o cachê do artista, principalmente do quilate dos que participaram desse filme. São artistas caríssimos que não cobraram nada, mas ainda tivemos despesas de câmeras e muitas outras que foram pagas com a bilheteria do cinema. Hoje é que estamos tendo retorno com a venda dos DVDs. Eu ainda sonho em comprar a minha casa com a venda dos DVDs e com o meu CD. A MK, a produtora do CD, não só lança você, como também te expõe na mídia. Eu creio que a MK é uma promessa de Deus se cumprindo na minha vida.

Atores e atrizes que participaram do filme

LD: No site do Instituto Flordelis tem depoimentos de alguns artistas que fizeram o filme dizendo que vão a sua casa. Isso é freqüente?
FL: Hoje não muito. Na época do filme eles frequentavam mais. Mas nós temos artistas que se tornaram nossos amigos como a Ana Furtado, a Fernanda Lima que já foi lá em casa, já tomou banho de piscina com as crianças, é amiga mesmo, a cantora Elba Ramalho, Cauã Reymond, Aline Moraes, Sergio Marone… São pessoas que se tornaram nossos amigos e sei que se ligar eu posso contar. Mas eu não me utilizo disso, não uso artistas para pedir ajuda porque acredito que Deus me levou até eles não para pedir, mas para ganhá-los para Cristo. Não se prega um Deus grande, de providência com uma caneca de esmola na mão. Eu prego para eles sobre um Deus que supre todas as minhas necessidades.

LD: No meio daquela filmagem, onde muitas não conheciam a Jesus, você viu alguém se quebrantando?
FL: Eu vi Deus quebrantando muitos corações. Hoje, o Eric Marmo é evangélico, é crente na essência da palavra. Eu creio no quebrantamento da Fernanda Lima, que se interessa muito em conhecer o evangelho. Creio na conversão de muitos deles como o Sergio Marone e Cauã Reymond. Eles não conheciam nada de Jesus e tinham um pensamento errado sobre o evangelho e, hoje, eles sabem que Jesus não é uma religião, é transformação de vida.

LD: Como foi tornar-se mãe de tantas crianças?
FL: O meu primeiro casamento acabou quando eu tinha 27 anos e 3 filhos. Neste período comecei a fazer um trabalho na comunidade em que morava no Rio de Janeiro: a favela do Jacarezinho. Não planejei nada. Eu percebi que havia crianças morrendo por causa das drogas e saía de madrugada pelos bailes funk para conversar com elas, com os jovens e conquistar a confiança deles. Quando tirei um menino o paredão da morte, vi que era um trabalho que dava certo e que devia ser feito. Ele tinha 13 anos e ia ser assassinado por dívidas. Esse foi o primeiro que veio morar comigo como resultado desse trabalho missionário.

Flordelis em família

LD: E as famílias deles faziam alguma coisa?
FL: As famílias já tinham aberto mão. Não se importavam mais. Muitos começavam a freqüentar minha casa com desculpas como jogar vídeo game e iam ficando de vez. As mães sempre me impressionavam nessas situações de drogas que presenciei pela capacidade de abandonar seus filhos tão rápido. Não faziam o menor esforço para tentar salvá-los. Na favela, a droga é encarada como um caminho sem volta. Eu precisava fazer alguma coisa para mudar isso.

LD: E como foi a chegada dos outros filhos?
FL: Passado alguma tempo, fui procurada por uma mãe que disse que a filha havia fugido de casa e precisava de ajuda para encontrá-la. A menina, de 12 anos, tinha fugido porque estava com medo de apanhar do pai por causa de drogas. Eu fui até a Central do Brasil que foi onde disseram que a menina estava e não a encontrei. Porém, a realidade com a qual me deparei foi chocante prá mim. Milhares de moradores de rua, entre mulheres grávidas, idosos, crianças, bebês… Uma mulher que parecia louca disse que estava de resguardo, mas não havia nenhum nenê com ela. Encontrei o bebê em um terreno baldio; eu e meu atual marido pegamos a criança e a levamos para casa.

Flor e seus filhos

LD: A grande maioria veio muito rápido?
FL: Há 15 anos eu voltei na Central do Brasil para tentar alimentar um casal de gêmeos que eu havia visto, mas eles estavam internados. Passei a acompanhar os bebês no hospital; os pais haviam sumido. Após a melhora dos gêmeos os levei para casa. Depois de um mês, eu acho, um carro passou atirando nos meninos que dormiam na Central. A mulher meio louca que abandonou a criança no terreno baldio juntou todo mundo e levou pra minha casa. Naquela noite, 37 crianças, entre elas muitos bebês, foram viver comigo e me tornei a mãe deles.

LD: Como era cuidar e sustentar tantas pessoas?
FL: Nós não éramos ricos. Eu era balconista e meu marido, bancário. Mesmo assim decidimos pelas crianças. Morávamos em uma casa com dois quartos, na favela. Procuramos ajuda na Ação da Cidadania, do Herbert de Souza e por muitos meses eles ajudaram. Como ele estava doente e temia pela continuidade do trabalho, divulgou a história na mídia; foi quando a Globo fez uma reportagem.

LD: Como vocês se sustentam hoje?
FL: Vivemos de aluguel. Sempre que o valor aumenta, nós nos mudamos e já foram muitas vezes em todos esses anos. Hoje, moramos em Niterói e o aluguel é pago pelos irmãos que fundaram o Instituto Criança. As necessidades básicas como roupas e comida, pago com meu trabalho. Eles também têm bolsas de estudos em cursos e estudam em escolas públicas. Alguns já trabalham e ajudam. Quero que estudem e sejam alguém na vida. Não os ensino a ter pena de si mesmos, mas que saibam que vieram de uma realidade muito difícil. Eles conhecem sua história e que nada é fácil na vida. Precisam lutar.

LD: Qual é o projeto atual?
FL: Eu gostaria de construir uma casa. É meu sonho. Não quero que meus filhos não tenham onde morar quando eu não estiver mais aqui para cuidar deles. Acredito que vão continuar juntos, como irmãos, mas quero que estejam seguros.

LD: Como você avalia o problema das crianças de rua?
FL: A rua torna-se atraente quando a casa é problemática. Acredito que o grande problema das crianças são suas famílias. Eu vi isso aconteer muitas vezes, sei o que estou falando. As mulheres de rua que me causavam tanta pena, são, na verdade, máquinas de produzir filhos. Usam as crianças para ganhar dinheiro. Através da igreja, hoje, atendo a mães da favela e tento ajudar na educação de seus filhos. Converso sobre abuso sexual que as meninas sofrem – e não são poucas – dentro de casa. As famílias não têm estrutura e a igreja também não está preparando seus jovens para o futuro. Muitos jovens de famílias problemáticas não são tratados e formam novas famílias problemáticas.

LD: Qual a mensagem que você gostaria de deixar para outras mães?
FL: Gostaria de dizer que mesmo ocupadas e atarefadas no mundo maluco de hoje, não esteja ausente da vida de seu filho. Não abandone seu papel de mãe. Para as que tem filhos difíceis, insistam e corram atrás deles! Não desistam de seus filhos! Eles são bênçãos e vai valer a pena a sua luta. Meus filhos, todos eles, são o maior presente que eu tenho nesta vida.

(Entrevista realizada em 10/01/11 com a Pra. Flordelis no lançamento de seu CD na A.D. Missão Vida em Colégio.)

Larissa D`Almeida em parceria com Érika Gonzaga.

Blogg da Cissa

9 nov

     O Blogg da Cissa é um espaço para experimentações de uma estudante de Jornalismo. Aqui, eu posto as matérias feitas na faculdade e outros trabalhos.
Despretensioso, o blog é o laboratório de uma aprendiz de jornalista.