Abla anuncia novo curso em evento na CNC

28 mar

Por Larissa D`Almeida

Palestra de Paulo Gaba Jr, da Abla, na sede da CNC

O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), promoveu nesta quarta-feira, (28/03), na sede da entidade, no Rio de Janeiro, o debate com o tema Turismo Receptivo sobre Rodas, dando continuidade aos encontros que discutem o macrotema Turismo Receptivo e Qualificação Profissional. Os palestrantes foram Paulo Gaba Jr, presidente da Abla (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis); Ricardo Kaiser, corporate sales manager da Hertz no Brasil e Alexandre Pinto, diretor da Shift Mobilidade Corporativa. A reunião também contou com a presença de Tânia Omena, presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo; Vivianne Martins, presidente da ABgev, alunos de turismo entre outros.

A abertura do evento ficou a cargo da vice-presidente do Conselho de Turismo da CNC, Anita Pires, com leitura de um artigo do conselheiro Orlando Machado Sobrinho, com o tema “Mobilidade Urbana”, onde sugere a mudança nos turnos de trabalho para o setor de comércio lojista, criando novas jornadas de trabalho e desafogando o trânsito nos tradicionais horários de pico. Em seguida, Aline Bueno, gerente geral da ABgev (Associação Brasileira de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas), apresentou um vídeo com dados do órgão, mostrando que, de acordo com o índice IEVC de 2011, houve crescimento no segmento de turismo de negócios, além da criação da Alagev (Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas). Para 2012, a entidade planeja expandir agregando mais associados, realizando mais eventos, pesquisas e buscando mais profissionalização e relacionamento com parceiros e associados.

Anita Pires, vice-presidente do Conselho de Turismo da CNC

Palestrantes

O primeiro palestrante foi Ricado Kaiser, da Hertz, também fundador do CMT (Comitê de Mobilidade Terrestre) da ABgev. Entre os integrantes do CMT estão a Localiza, Itm, Via Landuto e Movida, além da própria Hertz. Kaiser apresentou dados de faturamento do setor de locação de veículos no Brasil – cerca de US$ 3 bilhões ao ano – sendo que 73% desse montante corresponde ao segmento de viagens corporativas. Para o executivo, o brasileiro ainda não tem hábito de alugar automóvel em viagens dentro do Brasil, o que faz desse um mercado uma forte tendência e próprio para investimento. Dentre os desafios do setor de viagens corporativas, está a satisfação do cliente que viaja à negócios. “O cliente corporativo é muito exigente, quer segurança, rapidez e personalização dos serviços. Ele não quer perder tempo”, explicou Kaiser. Além disso, a concorrência com o táxi também é um desafia a superar. “Precisamos mostrar aos clientes que é muito mais vantajoso alugar um carro, que ficará disponível 24h, por R$ 95 a diária, do que pagar cerca de R$ 130 por um trecho”, salientou. Para 2012, o executivo anunciou que planeja inaugurar o sistema Gold Service nas locadoras dos aeroportos, mais ainda estão esbarrando em alguns entraves como a falta de espaço.

Em seguida, Alexandre Pinto, diretor da Shift e fundador do CLE (Comitê de Logística de Eventos) da ABgev, que possui parceria com 30 empresas do setor, discursou sobre os principais desafios no transporte de grupos e passageiros corporativos. “Precisamos investir em frota para os grandes grupos, além de mão-de-obra qualificada e bilíngue, sinalização com padrão internacional e rodovias que suportem mais fluxo”, declarou o executivo. Segundo Pinto, há muito que fazer para aperfeiçoar os serviços e oferecer mais segurança. “Para superar a falta de infraestrutura, precisamos cadastrar empresas de translado como opção ao serviço de táxi. Essas empresas poderão ser monitoradas, oferecendo mais segurança e elevando o padrão de qualidade”, destacou. Alexandre Pinto ainda analisou a integração dos serviços de transporte particular aos modais. Para ele, é necessária a análise de público e local, estudar o budget do cliente, solicitar autorização de tráfego e acesso entre outras medidas.

Paulo Gaba Jr, presidente da Abla (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis)

Encerrando o ciclo de palestras, Paulo Gaba Jr, presidente da Abla, instituição que completa 35 anos na próxima sexta-feira, 30/03, apresentou exemplos de logística de transporte particular para grupos em eventos como a Eco 92 e fez projeções para o Rio+20. “Existem poucas empresas preparadas para oferecer serviços de qualidade para um evento desse porte”, analisou Gaba. Para garantir mão-de-obra qualificada que atenda as demandas do mercado cada vez mais exigente, Gaba apresenta soluções como treinamento intensivo, busca de informação e troca de experiências como acontece no Fórum Abla, evento bienal que conta com, aproximadamente, 3 mil participantes, entre outros. Para o executivo, a legislação brasileira não permite muita eficiência nos serviços e cobrou da CNC que pressione o governo e proponha mudanças. Gaba também vê a necessidade de infraestrutura: “Será que teremos postos de gasolina para abastecer todos os automóveis durante os grandes eventos como a Copa 2014 e as Olimpíadas; ou teremos espaço para estacionar?”, refletiu. Para suprir a falta de mão-de-obra do setor, a Abla lançou o PQA (Programa de Qualidade Abla), que formou 3.000 profissionais. Para 2012, o empresário anunciou, com exclusividade, a reedição do curso “Preço Certo”, que orienta os gestores de locadoras de automóveis a fazer sua tabela de preços. Segundo Gaba, o curso será gratuito, totalmente financiado pela Abla e está previsto para ser lançado em maio ou junho deste ano e os interessados poderão participar em qualquer lugar do Brasil.

Gaba enfatiza parceria

Perguntado sobre a possiblidade do aumento de frota para atender o público dos grandes eventos Gaba acredita que não haverá aumento significativo. Sobre carros adaptados para pessoas com necessidades especiais, o executivo afirmou que "não há um carro padrão para deficientes". Em seguida, Gaba destacou a necessidade da parceria com os agentes de viagens. "Somos o setor que mais comissiona. Até quando a aviação e a hotelaria vão pagar comissão? Precisamos nos conectar, entender desse serviço de transporte que é um dos pilares do Turismo. Se não estivermos conectados, a cadeia vai cair." finalizou.

Matéria publicada no site: http://mercadoeeventos.com.br/site/noticias/view/83005

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